sexta-feira, 16 de maio de 2008

Indesunível

As vezes saio de mim,

viajo em mundos outros,

em dimensões tais,

que nem posso dizer.

Me abstraio de meu corpo,

pecador por natureza,

que fica assim,

ferida aberta,

a esperar o eu que foi

em busca da pureza.

Viajo além dos sete pecados

até o mundo onde habitam

os pensamentos,

pra me isolar de mim mesmo,

como ensinou o poeta.

Quando volto trago a leveza

antes intangível

e a certeza que essa cisão

me fez sereno e forte

juntando meus eus

num único indesunível.


(Andersen Chrestani)




Um comentário:

Anônimo disse...

Fiquei lisonjeado quando vi meu poema "Indesunível" postado neste blog...

Abraço,

Adersen Chrestani (Adersen com "n" só no final). (adersen.chrestani@hotmail.com)

Quem sou eu

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Um pássaro que não quer ser aprisionado...Assim é minha alma...Que pousa onde encontra alento e amor...Mas que precisa estar livre para voar se assim desejar...Sou fiel aos meus sentimentos e não aceito que me prove...Quando amo sinto a intensidade do amor percorrer cada célula de meu corpo...Minha alma que de tão transparente é lúcida...Sou menina...Sou mulher...Quero tão pouco dessa vida... Quero fogueira para dançar...Quero a lua e as estrelas compartilhando minha dança...Quero a brisa da madrugada me envolvendo...E quando os primeiros raios de sol nascer...ainda quero presa entre meus dedos uma taça de vinho seco...Lanço a sorte a todos e como recompensa recebo-a de volta...Assim é minha alma cigana...

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